quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Ela é demais




Olhos de amendoim mal criado, ela é demais.
Sorriso seleto e cheio de ginga, ela é demais.
Carinho de gente, toque de fada, ela é demais.
Filha da praia e do samba, ela é demais.
Morena pequena, beleza inocente, ela é demais.
Amor de criança, sabedoria pura, ela é demais.
Meu novo chamego, cadê meu sossego?
Ah, ela é demais!

quinta-feira, 30 de junho de 2011

A Nova Sensação



Cabeça a mil, sensação engraçada. Aliás, sensações inusitadas são engraçadas. No ramo sentimental, o “novo” nos causa um medo daqueles em que a gente expressa com sorrisos, disfarçando as angústias. Eu já tive muitos medos na vida, mas nenhum como esse. Não que ele seja o maior, é com certeza o mais gostoso.

Quando você encontra alguém, e esse alguém faz a sua vida parar por alguns segundos, segura a sua mão e diz que “aqui do meu lado é o seu lugar”, a vida parece ter outro sentido e os seus medos viram de ponta cabeça. A sensação de amar é deveras emocionante, mas a sensação de ser amada é a mais linda de todas as sensações. Sou canceriana, já viu, né? Minha máscara caiu, minha razão arrumou as malas, meu coração abriu e ele entrou. Entrou pra ficar, pra me fazer (sem medo de clichês e do cansaço das frases feitas) a pessoa mais feliz do mundo. Eu que não gostava de fazer planos, já quero um cachorro. Eu quero vínculos, poupança, conchinha e viagens. Eu quero construir a vida numa cidade em que eu nunca planejei morar. Eu quero amar... E eu quero ser amada, desse mesmo jeitinho, sem mais e sem menos, nosso tempero está no ponto. Nós somos “fogo e gasolina”, “metades da laranja”, “tampa da panela”, “feitos um pro outro”. Nós somos aquele romance cheio de mel, de atitudes bobas, de desejos incontroláveis, de carinhos longos, de tardes de domingo.

Sabe de uma coisa? A verdade é que ele me encontrou cheia de interrogações, de planos descontinuados, de incertezas, de peças sem encaixe... E me organizou a vida em apenas uma frase: “Você chegou até aqui só pra me conhecer, foi pra mim que você veio”. Como num filme, minhas pecinhas se encaixaram, ele entrou e eu tranquei a porta. Agora essa vida é nossa e os meus medos, aqueles no fundo tão gostosos, são todos dele.

domingo, 2 de janeiro de 2011

Ano novo, novos Temos

"Dessa vez, vim falar sobre o tempo. Não que eu o conheça muito bem. Na verdade, eu praticamente o desconheço. Vim porque às vezes é preciso ser ousado e essa foi uma das coisas que o tempo desse ano me ensinou. Sei que muitos se sentem da mesma maneira em relação a ele. Afinal, é muito complicado entender o tempo. Um exemplo disso é a constância irônica dos anos. Um após o outro, eles se sucedem incessantemente desde que o mundo é mundo. Ou desde que o tempo foi criado. Um ano pode ser muito tempo e durar décadas. Também pode ser muito pouco e durar o tempo exato de uma música. Pode ainda ser o tempo perfeito para aprender algumas das inúmeras lições que o só o próprio tempo é capaz de ensinar. E essas, ele não cansa de mostrar. Algumas são claras como céu em um dia de bom tempo. Outras estão camufladas nas curvas do caminho. Às vezes, nos sorrisos dos amigos. Como diria Cazuza, “o tempo não para”. Talvez seja por isso que insistimos em acreditar que temos todo o tempo do mundo. Por mais utópico que pareça, é verdade e isso fica bem claro quando adquirimos a consciência de que não temos tempo algum a perder. Afinal, como diria Renato Russo, “a cada hora que passa, envelhecemos dez semanas”. Não que eu seja o Deus do tempo para afirmar isso com tanta convicção. Pelo contrário. Quanto mais o tempo passa, mais percebo que, como diria Sócrates, “só sei que nada sei”. Mas também sei que o tempo voa. Deve ser por isso que ele causa tanto medo. Do mundo, desconhecemos a verdade sobre os grandes mistérios do tempo. Alguma razão há de haver para isso e acho que a maior delas é justamente não ser necessário saber tudo sobre ele. Esperando pelas respostas, corremos sempre atrás das perguntas. E fica muito difícil descobrir quais são elas se estamos distraídos com o tempo. Muito se fala sobre perder tempo. Pouco se discute a respeito da certeza do quão incerto é a sua chegada. O que temos é o tempo do agora, porque o do futuro pode nem chegar. Mas, ainda que não chegue, já terá deixado, no mínimo, algumas gotas de esperança. Pois, inevitavelmente, não há quem não espere nada. Todos sempre esperamos tudo. Por também esperar e confiar muito no tempo, nessa virada de agora, nessa de hoje logo mais que se transformará naquela de amanhã, a você desejo, com muita sinceridade, um pouco de tempo. Tempo para sentir o amor da sua família. Tempo para amar alguém especial. Tempo para descobrir novos amigos e tempo para abraçar os antigos. Tempo para planejar o futuro e tempo para viver o agora. Tempo para pensar no passado e tempo para se emocionar com isso. Tempo para sentir saudade, comer coisas gostosas e até sentir com verdade as coisas que o tempo for levando. Tempo para ter sucesso. Tempo para aproveitá-lo. Tempo para renascer quando o tempo for de mudança. Tempo para se preocupar com o planeta e tempo para olhar o próximo com mais amor. Tempo para estarmos juntos. Mais que tempo, eu desejo vida para você aproveitar tudo o que o tempo da vida trouxer. No fundo, no fundo, somos feitos de tempo. E de vida, também. Façamos deles os nossos principais aliados. Em 2011, faça tudo, só não perca tempo, nem vida. E descubra que, seja como for, o tempo e a vida são imperdíveis.



Feliz vida e tempo novos para você."

PS: Esse texto foi escrito por Antônio Paulo, um amigo muito querido, e descreve tudo, não precisei mudar uma palavra, foi do meu email pra cá.

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Bom é na infância...



Bom é ser viver na infância, onde a gente tapa o olho e acha que sumiu das vistas do mundo.
Onde a gente pode chorar sem vergonha.
Onde não pode mentir que fica de castigo.
Onde o primeiro amor é só um sorriso.
Onde a brincadeira tem graça, o palhaço tem nariz vermelho e a maldade passa longe.
Bom é na infância, quando gente é centro das atenções de forma inocente.
Quando a vida parece estar tão longe de acabar que a gente nem sabe o que é morrer.
Bom é lambuzar o picolé na roupa nova.
É cair e levantar uma vez por dia e sentir doer só no corpo.
É dormir de farda depois do almoço.
É pintar tudo errado e fora do traçado do desenho.
É não saber quanto a sua mãe gasta com você por mês.
É não ter contas, nem fazer contas.
Bom é na infância, que a alma apesar de frágil, é fácil e perdoa. Não tem marcas, nem medos, nem antigas histórias que insistem zumbir no seu ouvido.

Do Mestre Vinícius:

"Porque o samba é a tristeza que balança
E a tristeza tem sempre uma esperança
A tristeza tem sempre uma esperança
De um dia não ser mais triste não..."


quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Pinóquio


Oh, Céus! Todo dia tenho crises por ser eternamente dependente das palavras escritas. Não adianta, numa folha em branco eu me sinto em casa, discorro sobre coisas que até Deus duvida. Eu consigo até falar de mim! Deve ser por isso que escrevo textos muito descritivos e pessoais. Eu me descubro quando me transcrevo. Ou quem sabe eu me invento. O que é que custa? De repente uma das minhas invenções ganha vida, num foi assim com o tal Gepeto quando criou o Pinóquio? Eu faço a minha terapia. Eu sou a minha terapeuta. Isso por que eu tenho dificuldade (talvez quase um bloqueio) de falar o que há lá longe, no meu eu mais fundo. Já percebi que as pessoas não me compreendem e que me confundem ainda mais com “aquela velha opinião formada sobre tudo”. Eu já falei várias vezes sobre o que me desconserta e sobre o quanto eu sou atrapalhada. Talvez o bate papo presencial piore isso em um grau avançadíssimo.
Voltando ao Pinóquio, essa coisa de se inventar na vida dá super certo. Pinte o cabelo, mude a cor da unha, faça novos amigos, abandone a faculdade e comece a fazer Design de Interiores. E daí que sua mãe acha que isso é hobby? Sou Publicitária, tenho 23 anos e mudei de cidade quando deu na telha. Ainda não descobri se fiz a coisa certa. Mas se não for eu invento que foi e eu mesma me consolo depois, sou ótima nisso! Reinvento-me sempre. Pra te mostrar o melhor e o pior de mim. Meus desejos e minhas loucuras. Ah, se você fizesse idéia do que eu sou capaz! Não tenho medo, eu apenas não descobri ainda o que você merece de verdade.

Hoje a insônia das 4h:59min da manhã me pediu um texto e eu não tinha pauta, perdoe-me a falta de lógica.

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Priceless


São amores que amam e amores que doem. Geralmente os que doem são os que mais amam. Não adianta dizer que amor é pleno sempre. Não é. De alguma forma, amar dói. Amor é sentir. É arrepiar uma vez por dia (pelo menos). Fugir do tempo. Esquecer a geografia. Amor é amar 24h. E de maneira inconsequente. Inconsequencia tem consequencia (aliás, nem sei por que se escreve assim). Tem doer, que dói mesmo, no maior sentido da palavra. Mas tem amor que somente ama. Não é o que eu quero. É o que cansa. Já disse que nada muito linear me atrai. Logo eu, que mal consigo desenhar uma linha reta com papel e caneta.

Da minha alta convivência com mais que meia dúzia de mulheres diariamente eu digo: mulheres não são fáceis. Talvez por isso que eu desejo nascer mulher se o Chico Xavier estiver certo e eu puder ter outras vidas. Da minha análise geral sobre a forma de cada uma delas amar eu penso: que loucura! Minhas amigas me enlouquecem. Talvez porque é grande o número e alta a qualidade da devoção e cuidado com cada uma. Eu me preocupo e passo horas tentando aconselhar e enfiar na cabeça delas o que muitas vezes eu sei que não entraria na minha - eu sou mesmo difícil de aconselhar, sou egoísta com meus sentimentos. Sou verdadeiramente fiel ao que sinto e jamais passo por cima das minhas vontades. Mas é que acredito ser equilibrada, elas não - Em sua maioria, elas tem problemas em ligar o coração com o cérebro. Elas tem sempre o amor da vida delas na tarde que segue a noite de ontem (isso, pelo menos, duas vezes por ano). Ou pelo menos o tratam como tal. A verdade é que essas meninas amam, amam com força. Dedicam-se e amam. Todos os dias, cada dia mais. E ainda mais na próxima história. Eu gosto delas, me apego aos seus amores para engrandecer a minha vida, que ama sempre com muito cuidado no detalhe. A inconsequencia fria que me segue sempre, fica pegando fogo perto delas.

Eu adoro ouvir suas histórias, e passo horas ensaiando meu mais belo discurso para confortar os coraçõezinhos aflitos. Sei que elas sempre me ligam e que me acham compreensiva. Não faço o tipo que aponta o dedo, mas tomo pra mim toda a raiva. E não consigo medir palavras. Sei que muito do que eu digo entra num ouvido e sai pelo outro. Mas quem sou eu pra julgar? Faço exatamente a mesma coisa! O que importa é estar sempre ali para ouvir. Ou sempre ali pra falar. Quem não tem opinião não tem amigos. Ninguém gosta de gente morna, que não comparece, que não coloca tempero na conversa. Gente gosta de gente. Gosto de ter referência, mas ser referência é melhor ainda. Elas são mesmo de pirar qualquer analista. São as minhas princesas, o meu conto de fadas diário desde que cresci. Elas são os meus amores, a minha alegria diária. São minhas...

terça-feira, 13 de abril de 2010

Beija Eu


Treze de abril, dia do beijo. Não sei o porquê da determinação da data, mas é um bom motivo para se comemorar. Será unânime até o fim dos tempos: beijo é tudo de bom. Beijo da mãe, da avó, da amiga... Beijo na mão é lindo, na testa emociona, na bochecha é carinho. Beijo na boca é um bom começo. Começo de coisa boa ou ruim. Beijo é inconseqüente. Quer saber o quanto você é capaz de se envolver com alguém? Beije aquela pessoa. Virou clichê, balela, normal, mas beijar alguém na boca, aquele beijo de verdade, é um ato tão íntimo, pensa. Eu sinto se vou te amar um dia no primeiro beijo, fique certo disso. Não, não que eu ame facilmente, mas a primeira impressão ainda é a que fica.
É com um beijo que você começa e com um beijo que você termina. Passar a beijar no rosto, secamente, a quem você tanto amou beijar na boca é a tarefa mais difícil de se terminar um relacionamento.
O primeiro beijo é gostoso. O segundo é gostoso. O terceiro é costume. O último é sofrido. E se volta é saudoso.
Beijo, beijo, beijo, beijo e beijo! Beijo pra me sentir viva, pra curar carência, por amor, por diversão, por carinho, por respeito. Eu beijo e se você puder, beija também. É meu único desejo pra mim e pra você hoje.

#nowplaying:

"Molha eu!
Seca eu!
Deixa que eu seja o céu
E receba
O que seja seu
Anoiteça e amanheça eu...

Beija eu!
Beija eu!
Beija eu, me beija
Deixa
O que seja ser..."

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Ama-me

Eu sempre quis as pessoas que eu amo perto de mim. Sempre me sinto frágil ao estar sozinha. Hoje eu quero ir pra longe. Desejo cada dia mais a minha mudança. Mas é que além de dependente emocionalmente de companhia eu sou dependente da vida mutante para sobreviver. Entenda por constante mudança, é disso que necessito sempre para viver, e viver bem. Essa minha angustia ainda adolescente de não saber onde eu vou parar é o que me guia, ou o que me tira do trilho, vai saber. Eu sei que eu reclamo de barriga cheia, mas continue me surpreendendo se quer meu amor pra sempre. Eu não sou sempre a mesma, eu sofro de TPM e eu acordo todo dia com uma cabeça diferente. Dias estou linda, dias nem consigo me olhar. Mas me elogie sempre. Me faça sempre um grande favor. Me agrade. Eu sei, eu não sou tão sentimental, mas acredite, metade de mim é armadura de guerra, é defesa de quem nem sempre é atacada. É historia de quem já viveu coisas ruins e finge que esqueceu. Confia em mim, no fundo eu sou uma boa pessoa para se apaixonar. Eu sou parceira. Sou leal. Ser leal vai muito além de fidelidade. É compaixão (no melhor sentido do termo). É parceria. É lado a lado. É confiança de olhos fechados. Falando nisso, não me decepcione. Jamais minta pra mim. Não confunda o meu jeito solto com desleixo, eu cuido dos que amo e eu gosto de amar. Vivo para essa entrega, mesmo que eu mesma ainda titubeie às vezes. Ta disposto a ser feliz? Vem comigo e aperta o cinto, a próxima curva é logo ali!

Hoje eu li Carpinejar, conhecem? Pois lhes apresento: http://carpinejar.blogspot.com/

Alguns trechos do seu último texto:

"Não existe como disfarçar. Sensibilidade controlada é indiferença."

“Liberdade na vida é ter um amor para se aprender"

(Carpinejar)

terça-feira, 23 de março de 2010

Sabor de Elis

Continuando o traçado da vida, encontro-me mais uma vez em um momento meu, só meu. Momento onde as coisas não precisam fazer sentido, onde eu não espero mais ligação nem mensagem de madrugada. Sou eu, comigo mesma. E eu não sou fácil. Sou arisca. Escorregadia. Sou razão ao me ver sozinha. Emoção quando alguém chega perto. Não, não é mesmo fácil chegar perto. Eu mudo de opinião. Eu sou irreversível. Eu só não sou constante, linear. Juro que eu não sou sem graça. Sou viva. Sou pura. Sou criança. Sou sabida. Sou moleque. Mas quer um conselho? Olha direito, enxerga meus defeitos e me julga antes de se aproximar... é um caminho quase sem volta. E me machuca.


“Sou apenas o meu tipo inesquecível, apesar de às vezes me achar uma porcaria”
Elis, a Regina.

quinta-feira, 18 de março de 2010

Felicidade limitada? Passe adiante

Das tantas coisas que já aprendi na vida, viver pela metade não faz parte delas. Continuo sendo exagerada, imediatista, ansiosa e completamente alma e coração. Minha racionalidade vem apenas quando estes dois não agüentam mais. Eu não consigo fechar os olhos por muito tempo, nem maquiar meias histórias como se fossem clássicos de Walt Disney. Chega uma hora que ou você se entrega todo, ou eu não me interesso mais pela parte que já tenho.
Ainda não me acostumei com a montanha russa da vida, sempre me questiono na última curva e sempre sinto frio na barriga na maior descida. Amo amar, preciso sentir, gosto de entrega, de desejo sem limitação. É difícil me fazer sentir, e quando o fizer, por favor mantenha, me segure, porque eu me solto fácil. Covardia é o que mais me faz desencantar. Desculpa, mas é que sou mesmo amiga das palavras e elas me saem à boca mesmo que eu tente segurá-las. Não é grosseria, é sinceridade, pura e simples. É coração angustiado mandando SMS pro meu estômago avisando ás minhas borboletas: lá vem vendaval.


Felicidade limitada é como escrever um belo texto e não publicar. E eu publico sempre!
Como eu –ainda- escrevo minha vida a lápis o lema é: “apague e recomece”.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Alma Limpa


Quando eu consigo ver o sol se pôr no mar da janela do meu quarto eu penso: “mais um dia bem vivido”. Dificilmente tenho a sensação de que não aproveitei meu dia, mesmo quando eu não faço nada ele me serve como descanso. Continuo feliz, acreditando na vida, nas oportunidades que não param de aparecer, nas histórias que não param de se contradizer, no coração que insiste em acelerar mesmo quando está pleno, como agora. As minhas borboletas me fazem cócegas gostosas, confiantes, lúcidas. Bom isso de dormir bem com a cabeça no travesseiro. Faz tempo que o meu quarto não é alvo de choro e vela, e tudo ao meu redor anda bem mais bonito.
Tava eu cá com meus botões mais uma vez pensando nas pessoas, é possível que se tenha tanto transtorno de personalidade numa pessoa aparentemente sã? Penso no que fiz e no que faço, no que acontece e aconteceu, e não me encontro em histórias que lhe cruzam, não me vejo em interrupções de vida alheia. Ainda mais aquela vida, que há muito não me cabe. Enfim, dizem que o amor é cego, mas talvez estejam errados. O amor é manipulador, confrontante, mas cego? Não, os olhos mudam, mas a percepção lúcida no fundo permanece dentro de cada um, basta parar alguns segundo e raciocinar. Mas parar por que, não é verdade? É muito mais fácil acreditar no paradigma (aqueles velhos óculos que lhe impõem à vista) do que perceber que o suposto bandido é na verdade um mocinho, que por muito tempo esteve ali, mas que hoje nem passeia mais na praça. Na verdade não é o mocinho que virou bandido, é que fica mais fácil, tratar bandido como mocinho quando se ama e não se sabe por quê.
Gostaria que entendesse que nem adianta viver a favor do meu apego, ele é desapego há muito. É cicatriz há muito. E cicatriz é ferida que sarou, que não dói mais...


Uma música... "Amor Quente"

"Preto no branco
Amarelo, um pouco de azul
Noite estrelada
Peito feliz

Olho no olho
Pintura a quatro mãos
Tintas claras
O mesmo cigarro
Isso é amor
Amor quente

Água de coco pra dois
Porta do carro aberta
Vento morno da areia
Palavras mentirosas
Isso é amor
Amor quente

Cama de casal
Luz bem baixinha pra ver
Gemidos de dor e alegria
Sair de si por três minutos
Isso é amor
Amor quente

Supermercado, escolher iogurte
Fazer compras juntas
Brigar por besteira
Isso é amor
Amor quente

Tomar café, banho, brisa
Champanhe, tristeza, beleza
Cremes, músicas, sucos, água
Drogas, fumo, passar perfume
Isso é amor
Amor quente"

Cazuza

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Mamãe Noel


Esse clima natalino por mais clichê e cansativo que pareça ainda comove as pessoas, eu me comovo. Eu sinto falta da comidinha da vovó, do carinho e da presença do vovô, eu quero abraçar e beijar os meus irmãos com força e dizer que eu os amo incondicionalmente, eu olho pra minha mãe e vejo que mulher linda e guerreira ela é, e penso que ela sente tanta saudade de toda a nossa família, mas mesmo assim fica tão feliz somente por ter a mim e aos meninos por perto. Acho que pra Mamãe, matriarca que é, ver mais um ano de cada filho é uma conquista, ver que cada um de nós, com trancos e barrancos (que sem eles não há vida, só ócio), está feliz, saudável, de roupa nova e fazendo a velha oração do Pai Nosso e Ave Maria antes da ceia é uma realização. Mamãe acha lindo até quando a gente ceia rápido porque quer sair pra curtir as baladas de Natal. Acho que ela sente que a gente ta vivo, feliz. Eu sempre fico pensando nela quando eu saio de casa depois da meia noite, sempre acho que naquela hora, desfazendo a mesa da ceia ela reflete. Peço sempre a Deus que a deixe realizada, grata por tudo que ela fez e realizou. Peço a Deus que deixe o seu coração calmo e que ela durma feliz, pois ela consegue sempre o que ela tanto busca: a nossa felicidade.
Após algumas choradeiras minhas à frente do PC eu desejo a todos um Feliz Natal, em homenagem a Dona Aldicéia Tosi, a mãe mais linda desse mundão!

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Saudade

E eu sigo assim, com meu jeito hipérbole e confuso de levar a vida. Essa que é tão minha, tão única e tão compartilhada. Gosto de compartilhar, mais ainda de ter com quem compartilhar. Eu não sei viver sozinha, sou dependente de gente, de amor, de contato. O que sai do meu campo de visão me foge do controle, e eu não me conformo de não poder controlar aquilo que amo. Porque mais que controlar, eu protejo, eu acompanho, eu me meto, durmo, acordo, cuido, cheiro, abraço... Eu gosto de contato e agora preciso aprender a ceder. Ceder e entender que as pessoas não se prendem por completo, cada uma, a mercê da sua necessidade pessoal, vive uma vida isolada, muito além daquela compartilhada, que não é mais ou menos importante, ela só é, e assim deve ser, prioridade. Nem sempre as prioridades são as coisas mais importantes, daí a velha discussão entre o racional e o emotivo. Sabe me dizer o que é prioridade na sua vida? E, no fundo, o que é mais importante? Pensa só mais uma vez, com força, e vai entender que prioridade e importância nem sempre caminham lado a lado. Elas se dissipam e divergem, nos mostrando como é cruel ser um ser humano, ter carne e osso e, pior, um coração para amar e morrer de saudade... Me resta esperar e te guardar numa caixinha, para que a sua prioridade te amadureça e te dê força para voltar ainda mais linda, mais forte, mais segura e mais feliz. Me leva dentro do seu bolsinho, que eu fico bem pequenininha mesmo do seu lado. Não deixa aqui a luz que eu te dei, leva com você e soma, para que na volta você me traga estrelas. Voa, voa bem alto, mas não tira os pés do chão. Eu vou estar aqui pra sempre, e se a expressão “amigas para sempre é o que nós iremos ser” virou clichê, dane-se o mundo e o eterno, a gente é bem maior que isso tudo.

Te amo!

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Diferença

Do tipo exótico definido nos traços
Da pele em contraste à minha
Do dia a dia que conforta
Da companhia que compõe
Dessa coisa que atrai, que me distrai
Me tira do sério e do tédio
Sorri com sinceridade
Abraça com vontade
Beija... e quando beija eu sou rendida
Fico ali a dispor das próximas histórias, experiências...
Expectativa que enfim é boa, não aflige
Sono bom, cheiro bom, mão ríspida de toque leve...
Diferenças que fazem a diferença



*Alguém quer perguntar o sabor?

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Banana Verde

“Brutamontes” é o pior de todos. Detesto gente mal educada, mal amada, mal humorada e principalmente machista. Tenho nojo de gente que não evolui, que não acompanha a vida e as mudanças, melhor dizendo, que não acompanha a evolução e melhoria da sociedade, da liberdade, da cabeça do ser humano. Gente pequena, que nunca vai ser melhor do que já conseguiu ser até agora. Quantas vezes perdemos uma ótima oportunidade de ficar calados... Eu perco de vez em quando, mas não ofendo ninguém, acho. O problema é quando você fere, você opina sobre uma coisa absurda. Ta que ele é velho, bronco e grosso. Mas dizer logo pra mim? Tão crítica e tão moderna, e louca por uma pauta pra escrever. Há!
Ta, eu vou falar... escutei (com dados estatísticos e tudo mais) que a maioria dos acidentes com criança ocorrem porque a mãe é irresponsável, “só aconteceu porque tava com a mãe.Se fosse um homem, um pai, a criança não tinha feito isso” E que a maioria das pessoas que se machucam são mulheres, “porque não prestam atenção no que fazem, e só vivem de salto alto pra dar uma de gostosa”. Sabe a quantas foi a minha pressão arterial nesta hora? Não, nem queira saber, sei que eu simplesmente não acreditei e bati boca. Foi, já estava muito assustada com a situação e o comentário foi ridículo demais, eu precisava falar. Falei o que quis e o que não quis. Palhaço!
Penso no quanto uma mãe cuida e trata seus filhos. Concordo que existem mães e mães, mas peloamordedeus, QUANTA IGNORÂNCIA!!! Quanta falta de tato e de trato. Certificado de “pé de mula” pra ele.... Ah, o sabor? Banana verde: adstringente, irritante...ruim!

Desabafei!


PS:Falando em pauta, algúém quer me mandar uma pauta? Quero desafios: manda o tema que eu escrevo!

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Realizei

Ainda estou por aqui. Hoje por um motivo especial eu resolvi voltar para o meu tão querido blog e vi que há dois meses não escrevo. O tempo é mesmo faceiro, nos distrai e passa que a gente sequer nota. Estes dois meses foram valiosíssimos pra mim. Isso, valiosos. Vou largar a mania de reclamar, de citar problemas. Vou amadurecer e enxergar o lado positivo. Este mês eu realizei. O ato de realizar pode significar muitas coisas ou nenhuma, a minha vida é sempre na primeira opção. Eu realizo mesmo, sem modéstia alguma eu digo: realizo. Faço acontecer e depois agüento as conseqüências, em louros ou fel, mas realizo. Estou plena, exaustivamente plena. Eu TERMINEI a minha suada monografia. Eu realizei eventos importantes, eu tenho um Natal lindo no meu Shopping (é sou apegadinha mesmo, me deixe) e acho que agora, aliás, especificamente depois de hoje eu digo “Ufa, eu consegui!”. Dias difíceis passaram, meu stress aumentou consideravelmente, mas adoro. É isso, já disse milhões de vezes o quanto amo “a minha nada mole vida”.

Dizem que quando a boca fala é porque o coração ta cheio, não é isso? Então, nos últimos tempos a única coisa que estava cheia era a minha cabeça, cheia de responsabilidades e informações. Acho que nestes casos a boca se cala, dá vazão a um estilo mais “retraído” de ser. Acredite, quem me conhece sabe o quanto eu dei uma sumida legal por estes tempos, para conseguir validar meu sono e dar conta do recado. Resumindo: valeu à pena! Eu dei conta, arrasei e agora voltei a falar. Vai ver o coração ta cheio de novo... =D Aaah, neste caso eu ainda não tenho uma opinião formada, só vou dizer que há dois meses (exatamente a última vez que escrevi) coisas aconteceram e permanecem evoluindo. Eu como gosto de evolução, vou nadar a favor da maré. Que os bons ventos me acompanhem.

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Consciência



Procurando conceitos eu li: “Ser consciente não é exatamente a mesma coisa que perceber-se no mundo, mas ser no mundo e do mundo, para isso, a intuição, a dedução e a indução tomam parte.” Devo ser bastante consciente, concluo. A consciência é uma qualidade psíquica, tenho pensado muito sobre a minha. Tenho me distraído bastante. Um amigo uma vez me disse que toda pessoa tem um eixo, “as coisas só te abalam se você sair do seu eixo”, ele me diz sempre. Acho que ele tem razão. Encontrar o seu eixo é que não deve ser fácil, é preciso ser consciente. Pessoas que tem a emoção como premissa não conseguem. Sei que é um pouco contraditório dizer, pois o conceito sobre consciência ai em cima citado me diz que a intuição, dedução e indução tomam partido do ser consciente. Intuição é uma caracteristica dos que amam, indução dos que se entregam e dedução dos espertos. Então ser consciênte é entregar-se. É saber o “eu” que existe em você e deixar a emoção te guiar. Racionalidade é preciso para dosar as coisas. Tudo que é demais é sobra. Então fica a dica, ame conscientemente, siga seu coração intuitivamente e deixa pra deduzir com o tempo.... O tempo sim te induz a todas as respostas, desde que você não mude todas as perguntas.

O som do dia: “Só de ouvir a sua voz eu já me sinto bem. Mas se é difícil pra você tudo bem, muita gente se diverte com o que tem...”

O meu sabor de hoje é: vésperas de natal. Tô esperando Papai Noel com aquele velho pedido, tô esperando confraternizar e logo depois mudar de vida, virar a página, esperar o novo ano.

domingo, 20 de setembro de 2009

Meio amargo

Sou mesmo refém de todas as dores do mundo. Tenho hábito de captar energia das pessoas que me cercam. Vivo alheia aos problemas de quem eu amo. Sou apaixonada por ajudar a quem me cerca. Tenho certeza que a mão que eu estendo hoje é o meu colo amanhã. Me dói ver aquele sorriso que é tão importante pra mim se perder entre mágoas. Enfim, companhia é tudo, eu tenho uma palavra que resume as minhas amizades verdadeiras: reciprocidade. E vai ser pra sempre assim. Não vou falar de relacionamentos por um tempo (eu acho). To bem desacreditada deles. Era bem melhor quando meu coração tava empedrado. O sabor do meu dia era menos colorido, mas o das minhas noites era menos amargo também.

To entrando no clima dos meus pagodinhos de volta, me dá um “up” sensacional. Eu já gostava dessa música cantada pelo Jeito Moleque, Exalta arrasou também. Aliás, meligatodahora com o DVD novo do Exalta! =D



terça-feira, 15 de setembro de 2009

Sobre a de cá

Poderia viver cantando. Deveria andar na praia, gargalhar com o coração todas as vezes que a boca ensaiasse um sorriso. Sou intensa e deveria ser ainda mais profunda. Gostaria de ser mais eu, menos aquelas brigas, mais as intimidades, menos pública, menos saudosa, mais gente. Queria ter mais família por perto, sentir cheiro de bebê pelo menos uma vez por dia, sonhar com flores uma vez por noite, esquecer por mais tempo, não voltar atrás sempre, perdoar, entretanto. Dançar, dançar, dançar. Era injusto chorar mais de tristeza que de alegria, ainda bem que é oposto. Lágrima pra mim é cachoeira, só é legal se for forte, corrente e cheia de boas lembranças...

TPM causa sensibilidade mórbida, fato! Quantas vezes já falei dela aqui? Colega, companheira TPM minha, mais um mês que me acompanha.

Aproveito para postar o meu vídeo do coração. Elas cantam MUITO. Essa música é linda, sofrida, mas linda! Adoro, há algum tempo que eu adoro.

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Aquela coisa toda de ser mulher


Quantos sabores o universo feminino sente por dia nem é a tal questão. Não falo do óbvio. Interessante são os sabores, os aromas, as malícias, os desejos, os olhares, o tom de voz, a luz, a velocidade do trânsito que cada mulher vive e desvenda. Quem é mulher sabe que a gente passa o dia sentindo, captando energia externa, decifrando o que cada movimento significa, o menor detalhe de qualquer mudança. E fantasia, e se perde, e julga. Ser mulher é ter conflito. É planejar, capacitar, executar e avaliar sozinha suas ações e as alheias. Sim, porque as ações alheias são altamente influenciáveis no seu humor, no seu tocar do dia. Esse meu jeito tão feminino de segurar minha entrega, de disfarçar os meus gostos e as minhas dores. Essa minha coisa de mulher, de dizer o que pensa de forma enfeitada, de buscar parecer madura e controlada quando dentro da carcaça tem um naufrágio de sonhos, de expectativas... Ah! Essa minha vontade de fazer todas as minhas vontades. De ter quem descubra as minhas vontades. De ter quem questione as minhas vontades. Que vontade de despertar vontades. De bloquear vontades. De brincar com as nossas vontades. Que vontade de ser menos menina, de ser forte de verdade, de largar a minha máscara e mostrar as minhas tais vontades. Que desejo de vontade. Que falta de vontade. Que louca vontade...de que ainda você tivesse vontade. Vontade de esquecer toda essa vontade. Dúvida se foi realmente vontade, se foi mais que vontade, se nem tivemos vontade! É aquela coisa de tato, de jogar no escuro, de esperar o tempo. Cansei...