terça-feira, 15 de setembro de 2009

Sobre a de cá

Poderia viver cantando. Deveria andar na praia, gargalhar com o coração todas as vezes que a boca ensaiasse um sorriso. Sou intensa e deveria ser ainda mais profunda. Gostaria de ser mais eu, menos aquelas brigas, mais as intimidades, menos pública, menos saudosa, mais gente. Queria ter mais família por perto, sentir cheiro de bebê pelo menos uma vez por dia, sonhar com flores uma vez por noite, esquecer por mais tempo, não voltar atrás sempre, perdoar, entretanto. Dançar, dançar, dançar. Era injusto chorar mais de tristeza que de alegria, ainda bem que é oposto. Lágrima pra mim é cachoeira, só é legal se for forte, corrente e cheia de boas lembranças...

TPM causa sensibilidade mórbida, fato! Quantas vezes já falei dela aqui? Colega, companheira TPM minha, mais um mês que me acompanha.

Aproveito para postar o meu vídeo do coração. Elas cantam MUITO. Essa música é linda, sofrida, mas linda! Adoro, há algum tempo que eu adoro.

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Aquela coisa toda de ser mulher


Quantos sabores o universo feminino sente por dia nem é a tal questão. Não falo do óbvio. Interessante são os sabores, os aromas, as malícias, os desejos, os olhares, o tom de voz, a luz, a velocidade do trânsito que cada mulher vive e desvenda. Quem é mulher sabe que a gente passa o dia sentindo, captando energia externa, decifrando o que cada movimento significa, o menor detalhe de qualquer mudança. E fantasia, e se perde, e julga. Ser mulher é ter conflito. É planejar, capacitar, executar e avaliar sozinha suas ações e as alheias. Sim, porque as ações alheias são altamente influenciáveis no seu humor, no seu tocar do dia. Esse meu jeito tão feminino de segurar minha entrega, de disfarçar os meus gostos e as minhas dores. Essa minha coisa de mulher, de dizer o que pensa de forma enfeitada, de buscar parecer madura e controlada quando dentro da carcaça tem um naufrágio de sonhos, de expectativas... Ah! Essa minha vontade de fazer todas as minhas vontades. De ter quem descubra as minhas vontades. De ter quem questione as minhas vontades. Que vontade de despertar vontades. De bloquear vontades. De brincar com as nossas vontades. Que vontade de ser menos menina, de ser forte de verdade, de largar a minha máscara e mostrar as minhas tais vontades. Que desejo de vontade. Que falta de vontade. Que louca vontade...de que ainda você tivesse vontade. Vontade de esquecer toda essa vontade. Dúvida se foi realmente vontade, se foi mais que vontade, se nem tivemos vontade! É aquela coisa de tato, de jogar no escuro, de esperar o tempo. Cansei...

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Devaneios

Nos devaneios de uma vida jovem to perdida entre as atividades maduras da vida cotidiana e as velhas intrigas de uma adolescente. Vida louca, vida minha. Volta o cão arrependido mais uma vez. To de volta a estaca zero, e infelizmente não é a tal banda de forró. To realmente na lanterna de novo. Na verdade, que lanterna? To meio sem luz ainda. Mas enfim, se for pra me fazer sofrer/chorar que vá pra longe, beijo e não me liga. - Ah, desgraçadas essas borboletas! Voltam pra mim assim depois de tanto tempo que as expulsei. Mandei embora e não pedi retorno, não gosto de vocês, me esqueçam! Borboletas me deixam triste, sem concentração, pra baixo, com uma sensação de “sem chão”. Vou ter calma, sério, apesar de tudo, to calma. Sou fruto de uma vida verdadeiramente itinerante, tenho que me acostumar. Sinto uma linha cada vez mais tênue entre o que é amizade, cuidado, carinho e o que é conveniência. É triste, mas reconheço poucos amigos. Faço todos os dias novos colegas e tenho medo. Dos olhares, do sorriso. É triste duvidar de um sorriso e de um abraço. É uma pena entender que tudo se perdeu tão rápido, bem do jeitinho que surgiu também. Enfim...acostumei que nada é fácil mesmo. Mas posso dar uma dica pra geral? Quando você vir um lugarzinho vazio, carente e vazio, presta bem atenção se ele vai te dar o aconchego que você precisa antes de ocupá-lo. É que depois disso, aquele lugarzinho pode não ser o mesmo, você deixa rastros por onde pisa.
Não to bem, to com um sabor de comida de hospital, ninguém gosta de mim nessa época. Mas o time é curto, prometo! Volto logo com textos bonitos.

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Novos sabores.



É, de repente eu paro com essa mania louca de remar contra a maré. De repente eu sigo a ordem natural das coisas, facilito. Quem sabe até acredito que pode acontecer sem problemas, sem muitos danos. E que pode ir embora sem deixar saudade, e que eu não vou achar que foi só mais uma história quando ela acabar. Talvez seja a hora do teste, da entrega, do “deixar levar”. Ou talvez seja “fogo de palha” que o vento leve em alguns poucos dias. Mas quer saber? O vento me pegou pelo braço e eu to flutuando com ele... vai entender!

"Eu hoje joguei tanta coisa fora

Eu vi o meu passado passar por mim

Cartas e fotografias gente que foi embora.

A casa fica bem melhor assim"

É isso... me aguarde!

terça-feira, 28 de julho de 2009

Amargo

“Sendo o fim doce, que importa que o começo amargo fosse?”, já dizia Shakespeare. Eu não penso assim, pra mim vale muito mais o decorrer da conversa do que o fim do diálogo. Eu não nasci pra viver de fel até encontrar meu Mel. Até porque os pontos finais são sempre confusos. Geralmente alguma coisa fica ainda pra ser dita, alguma dúvida não foi esclarecida, um palavrão ta engasgado e você solta um “tudo bem”. Não gosto de nada amargo. Nada que trave. Nada que me faça fazer careta (com exceção morango). Gostoso pra mim é o que flui no sabor, na vida, na relação, na fase, na troca, na chuva, no domingo. Domingo quando flui é ótimo, domingos geralmente são amargos, por isso não gosto deles. Queria deixar de ser louca e dizer “não” às histórias confusas. Mas a minha vida é isso: uma eterna busca por soluções, aceitei.

terça-feira, 21 de julho de 2009

Amendoim, pipoca, brigadeiro...

Gosto de gente. Gente reunida, bebendo e conversando nada de útil me faz feliz. Passo tempo demais conversando e raciocinando sobre coisas importantes, desencanar é preciso. Chegou pra mim mais um aninho de vida e eu tive várias pessoas à minha volta bebendo, sorrindo e me desejando felicidades. Ganhei presentes, chorei com amigas (só pra variar). Bebi demasiadamente, confesso, mas fiquei extremamente feliz. É bom sentir que naquele dia as energias positivas voltam-se pra você. São abraços apertados, felicitações sinceras. Dei um “up” nas minhas energias. Obrigada a todos, de verdade.

Aos 22 meu sabor é de amendoim, de pipoca, brigadeiro... é coceira que você começa e não para. Eu quero mais, sempre mais...

Um dos presentes mais lindos foi de um amigo, Tony. Sensível, inteligente, um amor, um gentleman. Fez pra mim a letra de uma música. Se alguém se habilitar e quiser arriscar uma melodia eu ficarei muito feliz. Sigo está tentando, confio em você, amigo.

Eis:

Giuliana


Fonte de inspiração, ar de brincadeira,
Olhos de mistério, força verdadeira.
Da sua voz, ouço o tempo em fascínio,
Em um abraço, me perco no espaço do seu domínio.

Natureza bela, miragem de rara existência,
Num caminho de pedras, essa é sua essência.
Desavisado aquele que, como eu, se perder em seu destino,
Na graça do teu encanto, não há quem não queira ser para sempre menino.

Na beleza de ser o que é,
Giuliana, linda flor do meu jardim,
Menina em corpo de mulher, amor num pedaço de mim.

Se em um pouco do seu coração estiver,
Quero a felicidade de sempre poder te ver,
Pois um ano é muito pouco para te amar.
Pela vida inteira hei de te querer.

Na beleza de ser o que é,
Giuliana, linda flor do meu jardim,
Menina em corpo de mulher, amor num pedaço de mim.

Amor, para sempre amor, num pedaço de mim.

terça-feira, 14 de julho de 2009

Nos Bastidores

Meia luz. Eco. Menos vida. Gente circulando com caixas. Carrinhos de carregamento. Seguranças. Montagem. Desmontagem. Água. Vassouras. Zeladores. Sorrisos. Cordas. Liga e desliga. Corre-corre. Lixo. Contagem regressiva.... 10h, pronto! Abrem-se as portas. É assim que meu dia começa. Todo mundo tem curiosidade em saber como funciona um Shopping enquanto não está aberto. Eu tinha. É interessante. Toda aquela arrumação, critério, cuidado, limpeza. Tudo para às 10h da matina estar tudo impecável. É como um espetáculo, tudo é muito bem ensaiado e programado, até abrirem as cortinas. As nossas abrem às 10h da manhã. Que legal, meu novo local de trabalho é bem interessante. Acordo mais cedo, tenho que aprender a andar de ônibus, engordei, minha mesa é mais velha, meu PC menos equipado, eu não tenho mais uma sala, as pessoas aqui não são meus amigos e não parecem levar o mesmo estilo de vida que eu, tenho certeza que meu salário vai durar menos... Mas quer saber? Estou A-D-O-R-A-N-D-O trabalhar em um Shopping. O Riomar tem me trazido um novo leque de vontades, de oportunidades, de pessoas, de aprendizado. Vou agarrar com fé, que ela não costuma falhar.

Sobre mim...

[Se for Deus mesmo que move tudo na minha vida: Obrigada, Senhor! Tudo o que eu peço ele faz, tudo acontece. Meu mundo tem girado, minha vida muda constantemente. Depois me perguntam por que nunca estou de mau humor. Como? Tudo é muito lindo pra mim, meus dias tristes passam bem mais rápido que os felizes e as temporadas escuras são bem mais curtas que os meus dias de sol. Apesar de ainda sentir as migalhas que restaram, a pedra que tinha no meu sapato há algum tempo mexe cada vez menos comigo, ela incomoda de vez em quando, mas não me faz mais calos. Eu nem acredito, mas falta apenas a monografia para concluir meu curso na faculdade. Estou de emprego novo. Tenho planos de mudar de cidade daqui uns tempos. E meu coração? Bem, esse não tem novidade, ainda, mas minha cabeça (graças a Deus) ta bem ocupada com todo o resto.]